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Neste rio Inkansável aquietam-se as margens
como nossas histórias grudadas em nossas peles.
Sentimentos passam, emocóes sucedem
feito águas que vemos-ora sobem, ora descem…
E vem do mar que é táo imenso
esse veio d´água vista deste quase infinito
vem trazendo estrelas, lua, sol e os ventos
como chegam á nós o que ternos vivido.
É quase milagre o que o rio abriga.
É quase milagre o que ele leva pro mar.
Histórias ribeininhas, o triste olhar dos desatinos.
O vigor dos canoeiros, barqueiros táo ligeiros.
No seu caudal constante, deságuam risos de meninos…
Neste rio Inkansável, ajustam-se as margens
ébrias do úmido verdume e da terra molhada
impregnadas de todos os perfumes
nos barros de maresia desmanchada. |
E nós, em meio a estes eventos
sob o interlúdio deste rio ao mar.
Abracamos um vóo sereno das gaivotas
deslizamos nos rastros de barcos a navegar.
Há tanta água no rio.
Há tanto mangue a vigorar.
Há tanta história e tanta vida.
Quanto estrelas ao luar.
De rio e sal, assim molhados
somos a terra e a semente
feito forca que move sem aviso.
Somos a margem e a corrente.
Ás margens deste rio Inkansável
nossos sentimentos se derramam
o rio é das ostras, de mistura marinha
gerando a fonte extrema e sinuosa
do recanto sagrado que nos animha. |
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